Daí que né.

Cheguei a conclusão de que eu gosto da física, mas não da faculdade de física. E meu problema nem é com cálculo e esse tipo de matéria originária da matemática, coitadinha, essa senhora que serve se muleta para todos os cursos de engenharia e ciências exatas conhecidos.

Meu problema é com as cadeiras do departamento de física mesmo, com o ar blasé e provinciano dos professores, com aquela cambada de gente que estuda de dia e parecem uns adolescentes de 14 anos que nunca tiveram amigos na vida, com aquele pessoal do noturno que me desvia constantemente para o bar e o pecado da carne, etc etc.

Mas falando sério, nem é nada disso. Eu que sou incompetente mesmo. Me sinto uma senhora de idade, já que entrei no curso com dezoito anos, e agora eu tenho vinte e ainda estou nadando em cadeiras espalhadas entre os três primeiros semestres do curso – sendo que eu deveria estar cursando o QUARTO.

Incompetente, incompetente.

Fui lá dar uma olhada numas cadeiras de Ciência da Computação, assisti umas aulas meio de canto no semestre retrasado e no passado (era segredo, mas agora todo mundo sabe), e neste semestre eu acabei me matriculando em uma. Porque oras, não vamos negar, eu tenho uma forte tendência a sempre estar envolvida com coisas da informática. Desde muito piá, computadores, códigos-fonte, e vizinhos com placa-mãe queimada me perseguem. Fiz até um tecnico em redes de computadores, há anos. E, de um jeito meio “ué, por que não?”, fui parar num emprego de desenvolvedora. Sem contar a grande inclinação em fazer amizade com pessoas do ramo. E acabei de perceber que as três pessoas que eu considero minhas melhores amigas trabalham com informática. As três. E mais metade dos amigos mais próximos também!

Pois enfim. Fui lá ver como eu poderia fazer para mudar de curso. Descobri que as transferência internas estão em processo de mudança de seu processo - foi assim mesmo que me disseram, funcionário público é foda – e que o melhor a fazer seria me inscrever no vestibular, cujas inscrições se encerram domingo. OU eu poderia ir fazendo cadeiras esporádicas da CiC como segundo curso, e depois tentar pedir uma permanência. Mas HELLO, eu PERDI a vontade de fazer física. Então fui lá me inscrever no vestibular.

Biologia, química, literatura… Sério, gente, deu uma preguicinha. Uma preguicinha bem grande.

Imagina se eu toco 100 pilas no lixo porque zerei biologia? Poderia ter bebido os 100 pila né.

Daí que eu resolvi ir empurrando tudo com a barriga e ir me inscrevendo clandestinamente nas cadeiras de Ciência da Computação – tipo esse semestre, em que fiz a maior cara-de-pau do mundo e pedi para a chefe do departamento escrever um ofício para a galerê da matrícula me deixar entrar na lista de chamada daquela turma de fundamentos de algoritmos – e ir ver no que dá.

Tudo isso porque, saca só, na época do vestibular eu fui cabeça-dura para caramba e não quis fazer cursinho, entrei na vibe do sou inteligente naturalmente mimimimi e simplesmente fiz essa idiotice. Daí que agora eu não tenho 593 pontos no vestibular, que é o que eu precisaria para ser transferida automaticamente pra CiC. Invés disso, tenho porcos 553. Que vontade de bater a cabeça na parede, hein?

Vestibular de novo NÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO.

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