uma nota das coisas (in)úteis que aprendi

Você se vê adolescente, decorando mil modos de lembrar como funciona todas as nomenclaturas da biologia, para poder ter uma pontuação decente no vestibular – e o mesmo serve para química. Um ano depois, você não sabe nem o que é toxoplasmose. No ano seguinte você está lá estudando php como se não houvesse amanhã, para esquecer tudo dois anos depois. E na sequência fazendo listas de exercícios de cálculo com afinco e suor, para depois ficar usando calculadora para tudo.
De repente um dia você acorda e percebe que ganha a vida escrevendo. Que em menos de um ano você manja – ou acha que manja – tudo de comunicação. Daí você está lá fazendo aula de roteiro no dia seguinte, escrevendo histórias de filmes que – veja bem – tem real possibilidade de serem filmados.

O que será que eu sei de verdade?
Da vida, só sei que sempre guardarei na memória como se faz: um bom café, uma cama quentinha, uma amizade duradoura, e como se ama alguém.

 

O resto, é efêmero.

5 comments

  1. Magnus · August 13, 2013

    Gostoso de ler, como sempre! Se ainda lembrar de mim e dos nossos amigos em comum, tenha um minuto-nostalgia daquele tempo. Se não lembrar, quero que fiques o dia todo tentando sem conseguir! hahahaha

    • garotacocacola · August 13, 2013

      Manda um endereço de email decente? Esse aí voltou hahaha
      Ou manda o fb!
      (e é claro que eu lembro, afonso kappenberg)

  2. Tati Lopatiuk · August 13, 2013

    Gosto muito dos seus textos, me identifiquei bastante com esse. :)

    • garotacocacola · August 13, 2013

      haha também curto o teu!
      faz tempo que não leio, vou dar um pulo lá.

  3. Muta · August 13, 2013

    “O resto, é efêmero.”
    Umas das melhores últimas frases de um texto dos últimos tempos. Gostei!