Hummmm

Daí que eu estava tomando vinho em casa, sozinha – carmènere Sta Helena -, e me inscrevendo para o vestibular do Senac. Sei lá porquê. Paguei a bendita da inscrição. Depois vi que a prova é dia 2 de julho, período que vou estar em Porto Alegre fazendo debate no Forum do Software Livre – faço coisas sérias para disfarçar a saudade de casa, oi – e agora, josé?

Mandei um e-mail perguntando comofas/

E para quem não sabe que diabos de rumo tomar na vida acadêmica… pelo menos vou fazer vestibular para duas federais. Provavelmente não estarei palestrando e nem debatendo em lugar nenhum nessas outras provas.

Shame on me.

– // –

 

Outra coisa que tenho feito é parar de fumar. Aos trancos e barrancos, claro.

É ridiculamente fácil quando não estou bebendo. Mas às vezes sinto falta de algum apoio externo, sabe? Não aquele tipo de poio chato, vc está se matando blablá, mas uma coisa mais lúcida, do tipo; vc vai acordar amanhã com aquele gosto de guarda-chuva velho na boca, sua louca.

Sabe?

–//–

E então, essa coisa de ficar freelando programação, estudos de arquitetura da informação, gerenciar projetos numa área bem nova para mim… está me deixando loucona. Gasto RIOS de dinheiro comprando livros gringos para surprir minha falta de formação acadêmica, como se a prática não fosse a melhor escola.

Mas sei lá, de algum jeito, eu amo muito tudo o que eu faço.

Mas é foda quando algum publicitário ou programador pergunta: que curso vc fez?

Daí eu respondo: fiz Técnico em Redes de Computadores, e tranquei Física na federal. E então as pessoas fazem aquela cara cômica: mas COMO vc foi parar na publicidade? Como vc foi virar cyber-militante-feminista?

Meu filho, nem EU sei. Só sei que foi assim. Rolando.

–//–

Sempre quis ser escritora. Mas e daí?

Achei que jornalismo não acrescentaria muito em conteúdo específico e fui me aventurando pelo mundo. Tô aí.

Não sei bem o que eu quero fazer da vida. Mas sei claramente o que eu não quero fazer. Deve ser um bom começo, hm? Como dise uma das minhas amigas paulistanas: pelo menos vc tem um ganha-pão, já é um começo.

Decido a vida assim. Experimento, vejo se dá certo, vejo se me inspira. Se não, paciência.

Desde que tenho uns 12 anos todo mundo sabe o que eu devo ser:  escritora, ou jornalista, ou publicitária.

Mas me apaixonei por todos. E mais a tecnologia. Dúvida existencial. Ainda bem que o mundo tem me aberto portas para tentar absolutamente todos esses caminhos. Sou desfocada, mas sou a pessoa mais feliz do mundo. Tenho sorte de topar com as pessoas mais legais, mais gente fina, e mais queridas desse Brasil.

Eu não sei se acredito em Deus ainda. Mas não pode ser só acaso do destino que meu caminho cruza com tudo o que eu quero fazer, ter, e conquistar. “Querer é poder.” Bullshit. O esquema é ter os contatos certos, na hora certa, só isso. E mais: aprender a agarrá-los, mesmo que o medo teime em tomar conta de você.

Eu larguei faculdade federal,  casa, comida, roupa lavada, emprego bom, amigos, família… Para buscar uma coisa que nem eu sei o que é. Mas me parece que estou no caminho certo, meio sexto sentido.

Eu quero correr o mundo, quero aproveitar o tempo. Não penso em filhos, não penso especificamente em carreira. Só naquela curta sensação no espaço-tempo, em que a gente percebe ter feito a coisa certa para si e para o mundo, no tempo em que daria tudo certo. E espero que esteja dando.

Acredito em liberdade. E aqui estou eu.

Obrigada.

2 comments

  1. jessika · June 7, 2011

    Vanessa, você é muito engraçada. Faz design é muito massa, jornalismo só se você quiser ficar escrevendo, escrevendo, escrevendo sem parar!

    Beijos
    JJ

  2. jessika · June 7, 2011

    Vanessa, você é muito engraçada. Faz design é muito massa, jornalismo só se você quiser ficar escrevendo, escrevendo, escrevendo sem parar!

    Beijos
    JJ