Daí que eu passo a semana inteira naquelas crises existenciais fodidas ultimamente.

A única exceção desse mês foi a ida à SP para ver o show do Rush. Acho que essa viagem salvou meu mês.

E é estranho estar há meses super rabugenta mas ao mesmo tempo estar sempre feliz. É um barroco lifestyle bem pegado aqui.

Daí que eu passo a tarde filmando os amigos jogando futebol e tentando convencer alguém que eu não tenho como saber se a menina dele  fingiu orgasmo só com a descrição das caras que ela fazia durante o ato. Será que esse povo nunca viu nenhum programa da Penélope na MTV?

Dei uma olhada no SWU ontem, ao vivo, pelo Multishow e descobri Pixies. COMO É QUE EU NÃO CONHECIA ESSA BANDA ANTES?

Minuto de silêncio.

Enfim. Eu deveria estar fazendo minha resenha do Rush, minha banda favorita depois de Pink Floyd. Mas não né. Tô nada inspirada, por mais extasiada que esteja com o show…

——–Seguem as fotos da viagem————

Eu e a Raquel fazendo tietagem com o gringo Tom, o cara que caminha sobre a água no Pânico. Acho engraçado quando neguinho vem morar no Brasil, para conhecer cultura e tal, mas mal sabe falar bom dia em português. Depois da noite de sábado, vendo a namorada paulista do cara, meio que entendi qual tipo de cultura ele deve ter se interessado por aqui… De qualquer maneira, ele é bem gente fina, e trazia caipirinha e cerveja para gente, hehe.

Ri litros com a Raquel no Liberdade, o bairro japa. Já conhecia lá, do ano passado quando fui ver o show do AC/DC, mas ess foi a primeira vez que consegui fazer altas compras lá. Muitos temperos e doces cheios de ideogramas nas informações nutricionais. Acho que vou fazer um post para pessoas consumistas, só para mostrar as roupas e os temperos que comprei lá. A propósito, aí embaixo, rindo de alguma besteira que eu devo ter falado, é a Raquel.

No fim, por causa da minha sacada inteligente de fazer a reserva no hostel para o dia errado, acabamos ficando na Pousada dos Franceses – onde eu encontrei uma versão linda de Lasher, da Anne Rice, em inglês, e fiquei me contendo para não surrupiar o livro de lá. Me contentei em tirar uma foto.

Foi a primeira vez que fui para um show uma hora antes de abrirem os portões e fui a primeira da fila. Da segunda fila. Mas consegui pegar grade. Grade da pista normal, depois da pista premium. O Morumbi estava bem sereno para o meu gosto aquele dia. No dia do AC/DC foi uma muvuca só. No Rus, só serenidade. Acho que isso diz muito sobre as bandas… Na foto: Diogo, Raquel, eu, e Anderson.

O show foi perfect. Erraram uma coisinha que outra – eu contei três -, mas foi tudo muito lindo, organizado, setlist impecável. Na hora que o Morumbi inteiro cantou Tom Sawyer eu lembrei do show do Blind Guardian em Porto Alegre, 2007, em que todo mundo cantou Bard’s song em coro. Só que o Morumbi é  centenas de vezes maior que  o Opinião, né, e o público no Rush nem se compara com o número de pessoas que tinha pro Blind. Enfim, divaguei… Bem, desnecessário dizer que eu chorei. Chorei três músicas seguidas, sem parar, de soluçar. Simplesmente não dava para acreditar que o Geddy Lee estava ali, naquela vibe de ficar cantando e tocando aquele teclado, e depois passando para o baixo pendurado no pescoço sem nem ao menos olhar para as próprias mãos – contato visual com o público o tempo todo. Muito emocionante. Reggae no início de Working Man; Closer to the heart com intro bonitinha; e… Moving Pictures INTEIRO ao vivo. Me admiro de não ter infartado, claro.

O estádio não lotou tanto quando o AC/DC, mas foi bom. Teve um ‘enchimento’ regular. Abaixo, na foto da esquerda, mostra-se o antes, na hora em que a gente entrou no Morumbi; e na foto da direita temos o depois, mais ou menos uma hora antes de começar o show.

 

Finalera com fogo no palco, as usual em tudo que é banda gringa que vem tocar aqui. Me lembrem de, caso eu tiver um banda foda bagarai algum dia, jogar água no palco durante minha turnê mundial, ao invés do foguinho. Clichê, clichê. Mas perdoável porque foi bonito e… afinal de contas, era Rush né, quem se importa com qualquer  efeitinho do show?

Sábado, o dia seguinte, era só canseira, compras na Galeria do Rock,  furar orelha na Galeria do Rock, andar pela Galeria do Rock, usar cartão de crédito na Galeria do Rock, usar dinheiro na Galeria do Rock, usar cartão de débito na Galeria do Rock, achar vinis baratos e inteiros na Galeria do Rock… e ir beber no Lime Time, para depois fazer festa no Piu-Piu.

… Andar de mêtro em São Paulo é sempre uma emoção inenarrável. Principalmente no fim de semana, sem o aperto no meio do povão.

E ver coisas engraçadas na terra da garoa é sempre inevitável.

2 comments

  1. radiske · October 12, 2010

    Bons relatos! Uma pena que eu nao curto NADA Rush e não pude captar a emoção… =P

    Mas, qd o Pink Floyd se reunir(e falta pouco)… podemos ir juntos… só pra fazer o backing vocal do Rick na Echoes(que nao vao tocar) =O

  2. radiske · October 12, 2010

    Bons relatos! Uma pena que eu nao curto NADA Rush e não pude captar a emoção… =P

    Mas, qd o Pink Floyd se reunir(e falta pouco)… podemos ir juntos… só pra fazer o backing vocal do Rick na Echoes(que nao vao tocar) =O