Eu tenho um calça jeans rasgada. Sempre quis ter uma quando mais novinha, mas tinha receio, achava que era coisa de punk, de gente muito revoltada, que queria aparecer.

Eis que veio a calhar que ano passado, uma calça minha rompeu em dois lugares diferentes. E os rasgões foram abrindo, abrindo, e deram lugares a dois furos mesmos, no jeans claro. E eu adorei. Para mim foi um processo natural da calça se rasgando e eu usando-a normalemnte no dia a dia, como se nada tivesse acontecendo.

Mas aí hoje eu tomei dimensão da minha calça jeans rasgada.

Sai vestindo ela e uma jaqueta preta de couro. Batom vermelho, unhas vermelhas, cabelo rebelde. Muito anos 70.

E aí me olhei no espelho e fiquei chocada com a composição rebelde. E fiquei mais chocada ainda de não ter sido esse meu propósito, para mim era só uma roupa que eu estava botando para ir a faculdade.

Eu não constumo dar muita bola para moda e tudo, mas dessa vez notei porque que em O Diabo Veste Prada – li o livro e vi o filme – tem uma hora que a Miranda diz que o trabalho dela muda a sociedade, muda a vida das pessoas.

Respeitei.

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