UPDATE 1: eu, pagando mico, “locabreu? o que é locabreu???” .

Ok, agora eu tento postar alguma coisa mais decente sobre o Congresso. Na verdade, para mim exisitiram dois eventos. O Congresso em si, com as palestras, oficinas, e tudo aquilo que exige trabalho dos meus neurônios; e o Acampamento do congresso, com a música, as pessoas de todos os lugares, as barracas, a pinga, e tudo aquilo que exige trabalho do meu fígado.

Dia 1 – terça, 17 de agosto

Cheguei em Brasília ali pelas 15h40, junto com o André Brujah.

Brasília é uma cidade laranja, sério. Tem pó por tudo. É seco, tem vento até não mais poder, faz calor de dia e frio de noite. Tem que ter muita saúde, paciência e um carro bom para morar lá. Achei engraçado que nunca nninguém tinha me contado que nossos tênis ficam com uma cor permanente que varia do laranja ao lilás enquanto estamos nessa cidade maluca. Tudo longe, tudo estranho. Os prédios parecem uma grande competição sobre qual é o mais bizarro.

Pegar dois ônibus do aeroporto até o Jardim Botânico, carregando uma mala de 15kg, não é divertido, sério.  O segundo ônibus ainda estava lotado, o que tornou minha saída de dentro dele muito mais difícil. Eu devo ter arrebentado os calcanhares de metade do povo que estava em pé no ônibus.

Chegando na entrada do Jardim B. nós conhecemos um cara de Campinas muito gente fina, que nós avisou que algum funcionário dali disse que a entrada do acampamento era há 100 metros pra cima da rua em que estávamos. Lá fomos nós três, cheios de malas e mochilas. Cem metros??? Andamos uns 400, sem exageros. Para chegarmos na porta do esquema e descobrirmos que tinham feito uma pegadinha com a gente, e na verdade a entrada certa era aquela para onde tínhamos nos dirigido primeiro.

Armar barraca no escuro. Isso eu ainda não tinha feito. Mas correu tudo bem, tivemos a companhia de um bando de cearenses muito simpáticos que chamaram pizza para todo mundo do camping. Ficamos bebendo um pouco de cachaça com eles enquanto uns mineiros gente boa tocavam Engenheiros do Havaí no violão de uma outra cearense, a Quésia, que só sabia cantar músicas gospel. O pessoal era bem variado. Ali pelas 23h saímos a andar 1,5km do meio do mato sem luz, numa estradinha do Jardim Botânico – que havia sido fechado para visitação pública durante a nossa permanência – que levava até a avenida, onde tinha um posto de gasolina. Chegando lá, adivinha: Skol litrão por 4 reais. Devolvendo o casco, ficava 3. Paraíso, né?

Voltamos com a bolsinha térmica do André lotada. Fui dormir ali pelas 2h, mas só consegui de fato ali pelas 5h, de tanta festa que a gurizada estava fazendo.

OBS: estávamos sem água para tomar banho e etc, só tinha água mineral para gente tomar. Bonito, né?

Dia 2 – quarta, 18 de agosto

6h da matina e um house tocando sem parar nas caixas de som distribuídas no acampamento. A água de repente surgiu, mas o banho era frio. Paciência. Briguei, eu e o André na verdade, com o pessoal que colocou o som alto de manhã cedo, e arranjamos inimizades no acampamento – galera de Uberaba, se não me engano. De qualquer modo, às 8h passava o ônibus que nos levava para o congresso. Pelo menos ganhamos lanchinho de café da manhã da organização.

cearenses

cearenses tomando café da manhã

Palestras: assisti um chinês falando sobre cloud computing no país dele, e como foi aplicado o conceito para cobrir as olimpíadas. Como o pessoal reclamou bastante da tradução, achei inteligente o fato de eu ter assistido a palestra em inglês, porque o cara falava bem pausado – já que não era a língua natal dele né – e deu para entender tudo. A palestra de abertura foi neutra, esperava ver algum candidato por lá, mas nem sinal. A fila para credenciamento estava enorme, dividida por letras do nome. Eu dei sorte e não tinha ninguém na minha fila – yeah – afinal, existem poucas pessoas que estão entre U e Z. Hehe.

ESAF

ESAF

Sai com meu ex-chefe para dar uma volta na esplanada dos ministérios e tirar fotos. Nada demais. Estava tudo fechado.

O ponto alto foi tomar banho gelado, em 12°C que fazia em Brasília, dentro de um banheiro ecológico. Tem que ter muita saúde para participar de eventos nerds, hein.

De noite no acampamento, agora já tinham mais alunos da UFRGS com a gente por lá (o Thomas e o Bruno), e a noite foi mais tranquila no sentido de que fomos mais cedo ao mercado comprar cerveja, comemos hamburgueres no Giraffas e tal (fiquei feliz, primeira vez que encontro um fast food que serve hamburguer sem carne). A festinha do acampamento estava mais profissional, tinha muita gente dançando, eletrônico e sertanejo pegando – para minha infelicidade. Fazer o quê, né? Nem sempre tudo é perfeito.

Dia 3 – 19 de agosto, quinta

De novo música alta para gente acordar. Pelo menos dessa vez foi no horário certo, às 7h30, timing perfeito para tomar café (dado pela organização do evento), se arrumar e ir para fila do ônibus.

Oficina: Skins para Plone. Foi bem completa, porque conseguiu contemplar os inciantes e os intermediários. Fizemos uma cópia da estrutura e cores do site do G1, instalamos o Plone, aprendemos mais sobre como funciona o gerenciamento de estilos e temas da ferramenta, assim como deu para entender melhor como funciona o tau (compilação html com programação). Gostei da moça que deu a oficina, ela explicou bastante, e tirou minhas dúvidas. Valeu a pena toda a viagem só por essa oficina. O único ponto baixo da oficina foi que não tinha g++ na minha distribuição do Ubuntu e não consegui subir a instância do Plone, então tive que usar um pc em conjunto, com um menino de Brasília. Depois encontramos a professora, responsável pela caravana, e tiramos fotos com referências à UFRGS. Muito emocionante (cof cof).

O acampamento nesse dia estava mais agitado. Teve um showzinho cultural com uma galera que tocava raga, reggae e rap. Não faz meu estilo, mas me diverti vendo o pessoal dos outros estados ensaiando algo que era para ser um duelo de rap (tipo aquele do filme do Eminem). LOL.

Pelo menos teve a participação de poucos gaúchos da UFRGS (nós), e um ou dois gatos pingados da UniPampa,  cantando Amigo Punk e o hino do Rio Grande do Sul. Com o adicional de eu, empoleirada, em cima de um tronco de árvore.

E dê-lhe cerveja.

Dia 4 – 20 de agosto, sexta

Legal foi tomar banho quente no vestiário que os cearenses acharam escondido na ESAF, onde acontecia o evento. Ficava atrás de uma piscina. O lugar era todo pomposo, afinal, é lá onde se fazem as seleções dos caras que serão admitidos para a gestão de finanças públicas.

Estranho foi fazer uma trilha no Jardim Botânico e ver só árvore seca. Enfim, Brasília né. A gente resolveu ir até a ESAF sem o ônibus, para admirar a “trilha das orquídeas” – sério, duvido que uma orquídea dure 2h naquela secura -, e acabamos dando de cara com um portão fechado no meio do caminho. Mas 2m de grade com 30cm de arame farpado em cima não seriam páreo para moi. Consegui pular o bendito. Muita aventura, muito roots. Só que enquanto esperávamos o resto pular, chegou um guardinha e abriu a grade para galera. Ou seja, eu pulei aquilo para nada. E ainda me cortei um pouco. Enfim, pelo menos consegui dormir em paz por saber que consegui pular aquela coisa.

Palestras: Aquela palestra sobre o bundões que não fazem teste foi meio sem graça. O objetivo era ser engraçado, eu sei, e deu para rir. mas eu digo que foi sem graça porque não adicionou nada demais, saca? tudo o que eles mostraram, a gente já sabia. Lamentável. Em compensação, a palestra sobre liberação de acervo digital foi  master, depois eu posto aqui o nome dos caras.

Andar por Brasília com o sol à pino. Má idéia. Congresso, Câmara dos Deputados, Correios, Esplanada dos Ministérios, Torre de Tv, e vinte calos no pé depois, a melhor parte do dia foi sentar num shopping e tomar uma torre de chopp com os guris.

Depois voltar para o acampamento e finalmente ficar bêbada, afinal, o congresso havia terminado e eu não tinha mais compromissos no outro dia. =D

E ouvindo System of a Down, finalmente.

Mais tarde posto mais fotos, assim que eu recebê-las.

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