aquele sobre o primo basílio

Toda uma beleza na literatura erótica, toda uma internet cheia de pornografia de qualidade e acessível, mas eu fui ficar com tesão pela primeira vez na vida lendo “O primo Basílio”, do Eça de Queirós. Muito mais do que imagens e sons, o sexo solitário, para mim, sempre esteve ligado à literatura. E nem sempre a erótica. Não sei dizer direito por qual via, mas a imaginação sempre é mais fácil para mim. Difícil é ver um filme pornográfico e ficar tão empolgada quanto no livro; no livro dá para ser quem toca e quem é tocado, sentir profundamente o que os personagens sentem. Na poesia dá para sentir o arrepio na pele ao ler aquelas palavras de quem está te contando das próprias sensações. No filme, você contempla. No livro, você é.

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