Mas né, hoje é dia do segundo turno.

E nem tô afim de falar dos candidatos, sabe? Nah, nah. Tudo que tinha que ser dito, já foi dito, isso basta.

Tô preocupada mesmo é com aquela câmera lomográfica que não chega nunca… Vou lá brigar no eBay, gente, que coisa.

Também nem tô afim de escrever post. Quanto mais post polêmico.

Hoje é dia de votar, fazer as unhas, ver Gossip Girl, e beber cachaça com alguém em algum canto da cidade.

E ah, hoje começou a Feira do Livro de Porto Alegre – só para lembrar.

XOXO.

Eu sempre entro numa pequena crise interna toda vez que escrevo alguma coisa nessa blog. Mais precisamente, algo bem pessoal – que foi o caso do último post, que escrevi ontem de noite, falando sobre o que eu acho de homens inseguros.

Nunca curti esse lance de exposição, sempre foi minha crítica ferrenha ao Big Brother Brasil, por exemplo. Acho que falar demais sobre si mesmo sempre pode ser perigoso. Porém, com o blog, eu fui me soltando com o tempo. Adquiri uma inibição que eu nunca tive na vida, e melhoraram até minhas relações interpessoais, no mundo real. Foi quase o mesmo efeito que tive na época que fiz aula de teatro; fiquei mais espontânea. E sem papas na língua.

Alguém comentou no post, o seguinte: “vejo sempre você dando juízos para os homens; pois bem, agora irei forcenecer um precioso conselho; a níveis de relacionamento -momentâneo ou esporádico- o ideal seria não ficar expondo seus fracassos em meios públicos, como sabes bem, qualquer um pode ler, e esse alguém pode ser aquele carinha almejado (ou almejável).” Foi anônimo, claro. Suspeito que possa ser alguém sobre quem eu já tenha falado por aqui, sempre sem citar nomes, e sempre pensando – inocentemente – que a criatura nunca vai ler.

Se alguém por quem eu já nutri sentimentos desistiu de ficar comigo por causa das coisas que eu escrevo, eu não sei. Provavelmente nunca vou saber. Mas o contrário eu sei que aconteceu sim, de alguém começar a me olhar diferente exatamente pelas coisas que eu escrevo. Não aconteceu necessariamente de alguém se apaixonar por mim, mas sim de ficar mais meu amigo, ou com vontade de me conhecer melhor. Adoro isso, sabe? Adoro porque as pessoas são tímidas, porque a internet aproxima a gente de uma forma que nenhum meio físico de contato faria sem que antes as pessoas criassem laços estreitos de amizade.

Um dia pode ser que eu me arrependa amargamente de expor tanto a minha opinião para gente que eu nunca vi na vida, ou – ao contrário – para pessoas que me conhecem e convivem comigo, mas que eu não faço idéia de que leem essas coisas aqui. É um trunfo que eu boto na mão das pessoas. Elas me conhecem, mas eu não as conheço. Não chego a ficar desconfortável com isso, mas é algo que martela na minha cabeça de vez em quando.

E a última coisa que o anônimo disse: “Se não queres se gabar mentirosamente, mantenha -apenas- os amigos informados sobre esse quinhão da sua vida.” Estamos na internet. Ponto. Se eu quiser chegar aqui e dizer que sou loira, e fui capa da Sexy, acredita quem quiser. Se alguém acha que o que eu escrevi é mentira, a pessoa tem todo o direito de pensar isso, oras. Não há como saber se o que eu contei naquele post é verdade, ou se é tudo coisa da minha cabeça. Eu digo para vocês, eu escrevi o que eu tive vontade e contei sobre coisas que me aborrecem. Se alguém não acreditou, o que eu posso fazer? Nada. A pessoa é livre para pensar o que quiser de mim, assim como pode simplesmente fechar a janela do meu blog e partir para outra.

Outra coisa. Como eu respondi para o anônimo, há algo que é bem importante ressaltar – não que eu faça questão de tornar pública essa minha idéia, mas vá lá, acho pertinente pontuar. Eu jamais escreveria coisas pessoais sobre alguém com quem eu estivesse minimamente envolvida. Até hoje, eu só escrevi sobre dois caras aqui no blog com quem eu já mantive um relacionamento. Um cara com que eu ficava até a metade desse ano, e que rendeu altos posts engraçados, que ele mesmo comentava comigo depois de ler – ou seja, ele não se importava que eu estivesse falando sobre ele, até porque sempre o avisei quando fiz, e nunca escrevi nada pessoal da gente aqui. E o outro cara é um ex-namorado meu, com quem namorei por três anos, dos quais um ano e meio eu já tinha este blog, e ele era raramente citado. Inclusive a gente chegou a ter um blog juntos, que falava sobre livros e games. E, no entanto, jamais falei nada sobre nossas intimidades de casal aqui.

Os outros caras sobre os quais eu falei, ou reclamei, eu nunca cheguei a me envolver. Nunca. E acho que isso até é uma revolta infantil minha, aliás, uma graaaaande infantilidade – é a maneira desajeitada que eu lido com rejeição. Eu escrevo. Eu exorcizo todo aquele sentimento pesado de ódio ou nojo por mim mesma, aquilo que a gente sente quando gosta de alguém, se entrega, e é rejeitado. Quem nunca levou fora na vida? Eu tenho vontades loucas de bater com a cabeça na parede, em reposta à minha atitude burra de correr atrás de alguém que me rejeita. E eu já fiz isso mais de uma vez. Mas, ao invés de bater a cabeça, eu escrevo. Alivio as minhas tensões. E de quebra eu ganho apoio de um monte de gente, cuja maioria eu mal conheço, graças ao blog.

Enfim. Provavelmente eu vou continuar me odiando e tendo crises por ser tão visceral nas coisas que eu exponho na internet. Mas é o preço que eu pago por exorcizar meus demônios e por ser – por que não admitir? – muito narcisista a respeito de mim mesma. E mesmo que eu jamais tenha me achado melhor ou pior do que qualquer um por aí, eu me sinto no dever de gostar de mim mesma e de tudo que eu escrevo. Porque isso é a única coisa que eu produzo para o mundo, para comunidade, para minha sociedade. O meu trabalho não é nada, qualquer um poderia trabalhar onde eu trabalho e fazer as coisas que eu faço, é só ter a mesma formação e um pouquinho de criatividade. Também não faço trabalho voluntário, não sou ativista de porra nenhuma, não contribuo em nada para ajudar a vida dos outros, salvo uma doação que outra para alguma instituição. A coisa mais perto que eu faço de uma ação para melhorar o mundo é escrever o que eu penso. O que eu penso que pode ajudar as pessoas refletirem sobre suas vidas, para tornar o mundo mais habitável e tolerável. E sobre o que eu falaria se não sobre a minha própria vida? É a única coisa que eu conheço direito, oras.

Se eu fosse mais esperta, escreveria ficção, e não auto-biografia.

Mas vocês, por acaso, leriam um blog de ficção?

Se metade dos caras que eu detono com uma frase, ou com uma correção qualquer, me enfrentasse ou admitisse seu erro com a dignidade de quem não tem medo de errar, eu me apaixonaria por cada um deles.

Sabe por quê?

Não tem nada mais sexy que alguém tão seguro de si que mesmo quando erra tem colhões suficientes para dizer OPA ERREI SORRY.

80% das vezes esses “homens” correm de mim. E sério, tô cansada de ser temida. Principalmente pelos meus objetos de desejo. Eu não passo de uma jovem mulher de 20 anos que leu livros demais na sua época de gorda-nerd-pré-adolescente, e desenvolveu um senso crítico aguçado para rebater qualquer um que subestime a intelgiência que eu tanto prezo em mim mesma. Mas já diziam os velhos sábios, elogiar a si mesmo é o mesmo que afirmar que você não é aquilo que afirma ser, logo, eu não devo ser nada inteligente.

Disse minha mãe que, se eu fosse inteligente DE VERDADE, eu tentaria parecer burrinha para os homens. E assim que eles caíssem de quatro por mim, eu poderia mostrar para eles que eu sou um pouquinho mais do que um rostinho bonitinho e um papinho simpático. Diz ela que eu nunca deveria citar meu emprego, e meu curso na universidade, até conquistar um dito-cujo.Porque, segundo ela, e eu suspeito que tenha razão, os homens tem medo de mulheres que mostram interesse por coisas muito além do que banalidades geralmente atribuídas unicamente ao público feminino. Segundo minha mamãe querida, uma guria que chega e fala que estuda física, e que trabalha com o que eu trabalho, seria carta descartada do baralho de qualquer guri da minha idade – e provavelmente até os dez anos mais velhos. E meu maior erro, aparentemente, é falar demais, dar palpite demais, e dizer que sou gremista mas estou pouco me importando se tem jogo do Grêmio quarta-feira, menosprezando uma das coisas mais importantes para 90% da população masculina. Ou fazer coisas do tipo, cortar um cara, mesmo que sem querer, ao corrigir o que ele falou, ou desmentir algo que ele disse, sem que eu perceba que estou fazendo. E eu sei que eu faço, mesmo que inocentemente, mesmo que só querendo trazer a verdade para o conhecimento das pessoas, e não deixá-las com uma informação errada pairando sobre suas cabeças. Outra coisa que eu faço errado também, é fazer as contas certo. É. Se alguém erra um cálculo e eu percebo, eu corrijo. Agora pára e imagina uma mesa de bar cheia de gente, e na hora de pagar a conta, quem toma a atitude de fazer os malabarismos matemáticos para dividir a conta entre a galera seja o macho-alfa da situação. Agora, imagine que ele erre as contas, mesmo depois de ter usado um papelzinho ou o celular. Agora imagina se eu corrijo a conta que ele fez, sem usar papelzinho ou calculadora do celular. E quando as pessoas chegam no caixa, a conta que eu fiz estava certa, e a dele não. Pois é. Aprendi com a minha mãe que esse é o tipo errado de atitude a se tomar quando se está afim de homem qualquer. Porque eles detestam se sentir para trás, ou algo do tipo.

Óbvio que eu – no estado de solteirice irremediável que estou, mas ao mesmo tempo, sem ninguém para dar uns amassos por aí (pelo menos não alguém que eu queria né) – ponderei sobre a sugestão da minha mãe. Pensei que, poxa, pelo menos para finalidade de apenas sexo esse método – de bancar a múmia-da-roda-que-só-ri-das-piadinhas-alheias-e-não-tem-opinião-sobre-nada – talvez fosse válido. Mas depois eu pensei; putaquepariu, onde eu enfiei a minha cabeça? Um cara que superestima minha suposta falta de inteligência, e que me levaria para cama só por eu aparentar burrice iminente e ter um sorriso simpático jamais mereceria estar ao meu lado numa cama, oras.

Porque, se os homens tem problemas em se sentirem inferiorizados, o problema é DELES. Não meu. Se esses cidadãos porto-alegrenses se sentem intimidados por uma guriazinha metida de vinte anos que ainda mora na casa dos pais – embora divida as contas com eles -, ainda está na faculdade, e fica bêbada com apenas uma capirinha, o que eu vou fazer? Acho que vou dar é graças a deus por ter m livrado de tamanho número de gente imbecil. Porque, fio, insegurança é broxante, sabe.

Só que, eu peço encarecidamente à vocês, homens de Porto Alegre e arredores(por que não?), que parem de ser inseguros.

Para o bem-estar da minha (inexistente) vida amorosa.

Ok? Combinados?

Digam que sim, please.

Daí que eu venho aqui para fazer um post e abro meu dashboard do blog e… PÁRA TUDO.

Saca o que estava escrito nas últimas palavras-chave que usaram no google e ele mostrou meu blog como resultado de pesquisa:

Eu tô me sentindo tão traída.

Acho que perdi um amigo. Não sei. Alguma coisa que eu amo se foi nas últimas semanas, algo que eu construi com todo o carinho do mundo durante um tempão, e sinto que é para sempre. Algo se perdeu. Não importa o que aconteça depois, nada vai voltar a ser a mesma coisa. Tento entender, tento encontrar motivos e respostas, mas a única coisa que eu encontro são as outras pessoas tão decepcionadas quanto eu.

Foi muito duro tratar mal alguém que eu sempre prezei e respeitei, em prol da minha própria integridade. Porque, claro, meu amor pelos outros acaba onde o meu amor-próprio começa – e pode chamar isso de orgulho, se quiser. O fato é que fiquei muito chateada, e deu vontade de desabafar. Sabe quando a gente confia em alguém e aquela pessoa te decepciona? Dá vontade de chorar, de gritar, de chacoalhar o mundo, de dizer que PORRA MEU, ISSO DÓI, – DÓI PARA CARAMBA -  DÁ PARA PARAR?!

Então né, perder um namorado é fácil. Os namorados vem e vão, a gente chora, a gente desabafa com outras pessoas, a gente faz maquiagem e cai na festa, a gente come negrinho de colher e vê comédia romântica, e tem vontade de cortar os pulsos. Mas uma hora passa. Uma hora a gente vai beijar alguém de novo, uma hora a gente vai conhecer outra pessoa que vai fazer nossos olhos brilharem. Namorado é fácil de perder. Amor carnal é uma coisa que já tem fórmula certa na nossa cultura para ser tratado, porque todo mundo um dia já dispensou ou foi dispensado. Namoro é facil de terminar.

Mas uma amizade!

Gente, uma amizade. É foda. Nunca vi filme que mostra divórcio de amigos, nunca vi filme que mostra a mocinha comendo sorvete na frente na tv porque perdeu um amigo.

Mas sabe, é assim que eu me sinto. Perder amigo não é fácil. Porque amor de amigo a coisa mais pura e confíavel que alguém pode ter. E eu tenho sorte de ter tanto amor, de ter tantos amigos próximos, que eu realmente não dou conta direito. Mas dói muito perder um, porque nada substitui alguém que você ama, alguém com quem você construiu algo tão lindo, tão delicado, tão terno, tão forte. Algo que agora descobri que era tão frágil quanto qualquer namoro que fica à mercê de se desmanchar por qualquer briguinha fútil. Apesar de que o que aconteceu comigo não foi uma briguinha fútil, bem pelo contrário.

Quero acreditar que no fundo eu não deveria estar tão magoada. Mas tudo me mostra que eu estou coberta de razão – e eu detesto ter razão quando isso implica em admitir que meu amigo, que eu tanto amei, tem um jeito muito estranho de tratar nosso afeto.

Enfim, falei muito, e não falei nada. Só estava afim de escrever mesmo.

Comecei a segunda-feira:

- descobrindo meu chuveiro queimado e tomando banho gelado;

- derrubando uma garrafa de água mineral no computador do trabalho e em mim;

- esquecendo de comprar o remédio da minha cadelinha idosa cardíaca;

- percebendo que este último fim de semana me deixou infitamente pobre;

- concluindo que estou muito ferrada em Cálculo 2 e tenho prova hoje.

Ou seja.

Só alegria.

É… católicas à favor do aborto.

Encontrei um site de um grupo de mulheres, católicas e feministas, que defendem a autonomia das mulheres sobre tomar decisões sobre seus corpos – e não só isso; defendem nossa expressão sexual, nossa liberdade, e condenam o patriarcado.

Link

Gostei, sabe. Gostei de ver.

E, com passos de formiga, o mundo evolui. Mas não pára.

Pois então, depois de muito resmungar porque o wordpress não me permitia fazer meu próprio theme (layout, template, como quiser chamar), me rendi à única possibilidade: comprar um domínio. Porque sempre acreditei que era uma vergonha usar um template pronto, já que eu TRABALHO fazendo templates – e olha, tem até gente que me paga para isso… até carteira assinada andei ganhando esses tempos.

Então, nada mais digno que ter meu blog, com um trabalho meu.

Maas daí que eu estou há dois dias fazendo um template para esse blog.

E já fiz três. TRÊS. Tem clientes para o qual eu demoro mais de uma semana para fazer UM, e em dois dias eu consegui fazer três templates aqui para o blog. Mas nenhum me agradou. Na verdade, para ser sincera, achei lindos todos eles, mas eu sou IDIOTA e INSATISFEITA, e nunca me contento com meu próprio trabalho, sempre tô afim de fazer melhor, e isso vira um ciclo sem fim de eternidade.

Acabou que eu tô usando o template antigo, da empresa Woothemes, enquanto me decido sobre os meus próprios templates. Eu deveria estar estudando Cálculo 2, né… Mas tô aqui, trabalhando no CSS. Ai, ai.

Alguém me salva, ainda tenho que fazer o layout do meu portfolio… Socooooorrroooo!!!

manhêeeeeeeeee

Fui dormir vendo “Alfie – O sedutor” na versão dublada, com o Jude Law. Lindo ele, chega até a me doer às vezes, mas enfim.

Odiei o filme e o jeito com que ele era levado pelo diretor, e tantos lugares-comum, tanto clichês, e ao mesmo tempo nenhum clichê. Sei lá, me enjoava, eu achava o filme ruim. Muitas cenas eu queria não assistir, mas porque me provocaram dores imensas no coração. Essa era a verdade. O filme poderia ser mesmo ruim para caramba, mas mexeu em todas as minhas feridas de um jeito que nenhum amigo meu fez.

Fui dormir com o coração doendo.

Porque o Alfie, no fim do filme, tem toda a razão. No final das contas a gente cansa de tantas opções nessa vida de solteiro, cansa de tanta falta de intimidade com as pessoas que ficamos, cansa de acordar no dia seguinte querendo dar o fora o mais rápido possível. …Às vezes só dá vontade de ficar de bobeira do lado de alguém que conhecemos, respeitamos e gostamos, dividindo idéias e sonhos, sendo apenas nós mesmos, sem ter que ficar contando os minutos para aquela pessoa sumir da nossa vida, ou calculando modos sutis de sumir da vida de pessoa em poucos dias, antes que os dois comecem a se envolver.

Tô meio de saco cheio disso. Melhor é ser celibatária, ou encoleirar de vez. Alfie tem razão.

Daí que… né… eu sou lesada para caramba, geral é super ligado nisso. Quem me conhece sabe.

E então que eu recebo uma ligação dizendo que eu vou entrar no Serasa – o famoso SPC, para os íntimos – porque esqueci de pagar vinte reais para a C&A.

VINTE REAIS.

O pior é que deve ser quinta vez que eu faço isso.