“Acordo” de uma noite de insonia, após um dia loquinho no trabalho (mas compensador), após um fim de tarde assistindo Eclipse com a irmã e a mãe – aceitando tristemente que o Jacob é um personagem ficcional e o Taylor, que faz o papel dele, mora do outro lado do continente, e me perguntando porquê diabos eu sempre gosto mais dos Edwards da vida do que dos Jacobs, se eu suspiro tanto pelo lobisomem -, abro meus emails e a Estrela Guia me manda uma mensagem:

“Você terá a sensação de ser o rei Midas: tudo o que tocar virará ouro. Vá em frente, então. Transforme tudo à sua volta e tenha o céu como limite. Crie, utilize a sua inteligência e criatividade em novas tarefas, dê vazão a toda a sua força e energia. O mundo está à sua espera.”

O mundo está a minha espera. HOHO.
E tudo que eu tocar virará OURO.

Guenta firma galera, vou tirar vcs da miséria.

Lembrei que nem tinha escrito nada a respeito do FISL desse ano.

Bem que eu queria me estender numa longa descrição das palestras, mas surpreendentemente eu não estou muito afim de escrever pelos cotovelos. Hoje acordei sucinta.

As palestras do fórum caíram em qualidade de apresentação. Ano que vem, talvez seja legal classificar por nível de conhecimento, porque tiveram muitas que me pareceram básicas demais, e outras avançadas. Nem vou comentar a falta de mulheres participando do evento, né? Sábado, me senti hostilizada por alguns participantes. Triste, triste. Não quero comentar muito sobre isso.

Os stands não ofereciam muitas coisas interessantes – como no ano passado e retrasado. Eu não sei se é a cidade que cansou do evento, ou o evento que cansou dos participantes. Senti falta da Mozilla lá. E da Google. A Caixa e o Ig apareceram lá oferecendo iPads e mulheres vestidas em puro vinil. A tendinha dos robôs estava mixuruca.

Ah, sei lá. Para mim só valera a pena as palestras de MVC, redes neurais em PHP, e Joomla. Assisti uma de Glassfish, que eu nem sabia o que era, mas fui a única que não dormi – o resto do pessoal que estava comigo ficou boiando. Me senti nerd no meio dos nerds. Que cúmulo. Mas acho que o pessoal boiou porque o gringo que estava dando a palestra – em inglês – não tinha didática nenhuma. E é fato que existem pessoas muito inteligentes, mas sem o mínimo dom para passar seus conhecimentos para outros.

Tirando essas coisas, até que achei legal. Principalmente porque encontrei muitos amigos por lá.

O ponto mais baixo do fórum foi ter que conectar o notebook numa rede chamada Carlos Cópias, um xerox da PUCRS, enquanto tínhamos umas 7 wi-fi disponíveis para os participantes do fórum -, mas nenhuma funcionava direito.

Força para os próximos anos, gurizada. Vamos voltar a fazer FISL como em 2008 e 2009, PLEASE!!!!

Red Hat

Red Hat

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Descubro uma banda melhor que a outra na Ipanema FM.

Emos no Brasil.

Emos nos Estados Unidos.

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Falando de homens e música… Nessas horas eu reflito sobre o futuro da juventude feminina no nosso país. Às vezes eu fico triste porque a minha irmã gosta de Restart – se fosse McFly ia ser menos pior, porque pelo menos eles são HOT. Aí eu me lembro que comprei ingresso para o show da minha banda preferida depois de Pink Floyd, Rush, e lembrei que jamais existirá uma banda de rock progressivo com caras lindos e gostosos tirando a camiseta no palco. Nesse quesito, eu a minha irmã estamos ferradas. Se o Geddy Lee tirar a camiseta no palco, provavelmente vai ser a mesma merda se o Pelanza (?) fizer o mesmo.

Triste. Deve ser a sina da família.

(Não estou entrando no mérito sobre a qualidade das bandas e da música, porque Rush é infinitamente superior, sob o olhar de qualquer aspecto).

Na minha época, pelo menos, eu conseguia gostar de Rush e de Backstreet Boys ao mesmo tempo. Porque um servia para uma coisa, e outro para outra (hehe).

Na minha época, pelo menos, os carinhas das boybands faziam cara de malvados e jogavam um chapéu para o lado, davam uma piscada, tiravam fotos como se fossem poses casuais, etc. Hoje em dia, o Restart tira fotos colocando o dedo no nariz.

Onde esse mundo vai parar?

Inspiração: http://katylene.mtv.uol.com.br/2010/07/23/cada-pais-tem-os-emos-que-merece/

Acordar de manhã na sua casa, depois de uma festinha com vinte amigos loucos do rock’n'roll, sex and drugs bêbados, pode ser um grande pesadelo – pode ser que sua cozinha esteja mais escura e mais fluosforecente que a selva de Avatar, cheia de pilhas e pilhas de louças, garrafas e latas, e substâncias de origem duvidosa espalhadas pela parede, teto e superfícies em geral.

Mas na minha casa não. Acordei e estava tudo um brinco. Não tinha louça suja na pia. O lixo estava todo separado em sacos de seco e orgânico. Aparentemente, ninguém tinha feito sexo selvagem no banheiro, ou explodido qualquer coisa, etc.

Engraçado que eu lembro de pessoas mordendo batatas e cenouras cruas, gente misturando cachaça com vinho, a minha mãe reclamando de gente vomitando no pátio dos fundos, pessoas se beijando na sacada, panela de quentão virando no fogão, guerra de amendoim, o chão podre de sujo…

Mas de manhã, tudo estava normal. Sem vestígio de festa.

Milagre?

Não sei. Mas vi neguinho que eu nunca vi a mais de dez metros de distância de uma esponja, lavando a louça freneticamente as 6h da matina. Vi, de relance, minha prima coordenando um que outro pela cozinha. Pessoas se dividindo em grupos em busca de copos esquecidos no chão, e garrafas escondidas embaixo do sofá, essas coisas.

Medo. Muito medo.

Abduziram meus amigos e mandaram clones no lugar.

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E né, eu também devo ter sido abduzida. Acordar sem ressaca moral, sem ressaca física, nem nada… Isso não parece muito comigo, sabe? Não faz meu estilo. Ficar sem dormir e permanecer de bom humor o resto dia, essas coisas. Confessar meu apreço por alguém que não seja bem meu amigo, também não é comum. Ficar sem fumar uma carteira de Lucky Strike, essas coisas.

Ou vulgo FISL.

11° edição.

Legal foi ficar uma semana naquela vibe de vou cortar os pulsos porque a única amiga que vai nessas coisas comigo decidiu não ir esse ano. Daí, durante a semana, cinco pessoas aleatórias vem timidamente me perguntar se eu vou no fórum e se elas podem me acompanhar porque se sentem envergonhadas de irem sozinhas. E eu, muito phyna, posando de bem ambientada nesse tipo de evento, digo que CLAAAAARO que todos podem ficar por lá comigo.

Ha-ha.

Ha-ha.

Para quem não sabe, o Fórum Internacional do Software Livre acontece há anos aqui em Porto Alegre e é o maior evento da comunidade Linux e agregados de licença open source. BrOffice, Ubuntu, campeonatos de robótica, brindes que valem a pena, sorteio de iPads, maratonas de programação, palestras sobre pirataria, presenças de celebridades do mundo livre, gringos perdidos por aí, pessoas legais querendo conhecer alguém que sirva de guia turístico, etc.

É um lugar que eu gosto, sabe?

Meu objetivo esse ano é conhecer alguém de fora do estado, e embebedá-lo.

E ganhar algum sorteio muito foda – tipo que premie com um netbook.

E foi dada a largada!

Link: FISL 11 – 2010

Adoro quando relacionamentos entre homens e mulheres são retratados de forma tão crua e sincera nos filmes – apaixonei por Sofia Coppola depois de assistir ao famosinho culti Encontros e Desencontros. Lembro que o título em inglês era uma outra coisa nada a ver, mas não me lembro bem agora, só recordo que era uma expressão que caía perfeitamente na história do filme, mas que era meio intraduzível mesmo.

Tem aquela cena famosa para caramba, no final, em que ninguém sabe o que o Bill Murray fala para a Scarlett Johansson,  mas que a conforta momentaneamente de toda a dor que é a separação dos dois. Achei uma sacada boa da Coppola, mas o que mais me chamou a atenção foi a cena dos dois deitados na cama, conversando sobre seus casamentos. Ele, é casado há 25 anos. Ela, é casada há 2. Mas ambos estão tão distantes de seus conjuges que vivem numa solidão paralela a suas vidas de comprometidos. A rotina é uma inimiga de ambos – mesmo que nenhum dos dois tenha o que nós, meros mortais, chamaríamos de rotina propriamente dita. Porque, convenhamos, ser um astro de cinema e ficar se movendo de cidade em cidade para gravar filmes de ação e comerciais, não é o que chamamos de “rotina”. E ser uma filósofa recém formada que viaja o mundo ao lado do marido fotógrafo, conhece pessoas badaladas e fica em hotéis milionários, também não é o que chamamos de “rotina”. Mas de alguma forma essas vidas aborrecem a ambos de igual maneira a ponto de se atirarem em pequenas depressões ao longo do dia. Doses homeopáticas de apatia. E então eles se conhecem, e acontece – muito depois, lógico – essa cena da qual eu falava antes. Eles deitam, e adormecem conversando sobre o vazio das suas vidas. Eles poderiam estar fazendo sexo selvagem, poderiam estar derramando chantilly um no outro, essas coisas. Ambos estavam tristes, oras. Ambos não tinham atenção de seus parceiros. Ambos estavam sozinhos no mundo.  Mas eles estavam satisfeitos em deitar de lado na cama, se encarando, e abrir seus corações. Minha mãe, assistindo o filme comigo, levantou as sobrancelhas com ar incrédulo. Para mim, pouco importa se havia interesse ou tensão sexual ali, o que importava era a sinceridade compartilhada. Ninguém estava ali como homem e mulher, e sim como dois seres humanos que sentiam algo em comum e usavam um ao outro para se confortar – para fugir da sua realidade, unindo-se ao outro.

Sintonia.

Sabe?

Amizade nos dá isso. Algo que nenhum namorado, marido ou amante, vai dar de maneira crua e real – do jeito que a gente precisa.

Dia do amigo.

Esse é um dia que eu fico feliz de existir, por ser a oportunidade de eu dizer “eu te amo” para aqueles amigos mais tímidos. Porque para os não-tímido, eu digo que amo todas as horas que me dá vontade. Sem constrangimentos.

A coisa mais linda que eu li nesta úmida e nublada manhã de segunda-feira.

“Já recebi inúmeras zoações falando que meu trabalho é fácil, que eu não faço porra nenhuma da vida, que só uma pessoa que não faz nada tem tanto tempo para escrever coisas e estar no bar sempre (minha vida seria uma engrenagem fluida se eu levasse um laptop para o boteco)” Pedro Staite.

Me identifico.

O menino meio que deve ser minha versão com bolas. Nem sei quem ele é, mas o blog dele tá no meu Google Reader, então já é quase amigo íntimo – saca aquela síndrome do Eu Te Conheço Mais que Tu Pensa Porque Leio Teu Blog Quando Tu Atualiza?

Pois é.

Classe é estar de férias da faculdade (mas não do trabalho), comprar uma garrafa de Salton frisante para comemorar, e ser encontrada atirada no sofá cantando Suggar Suggar às 20h30 da quinta-feira, despertar, e dizer para mãe “Tô só começ…começando, véi… ascho melhól tu num mi ispera acordads amanhã..”
Dormi que nem anjinho depois. Acordei 2000 km/h plenas 6h.
Esse fim de semana ninguém me segura.
Passei em Cálculo, tô me sentindo a maior Mulher-Maravilha.
Cuidado.
A última vez que me senti desse jeito foram longos 6 meses de puro rock’n'roll, corações partidos, gente querendo me matar, festas posers no Moinhos, cachaça barata na Cidade Baixa, porres de vinho no Bambus, ressacas morais para dar e vender.
Muito cuidado nesse momento.