AIVSO: Esse post pode conter muitos erros de digitação. Etsejam avisaods.
[tô com preguiça de corrigir]
Depois de um absurdo de tempo, passei as fotos do meu celular para um computador outra vez.
Ali, naquela pasta atirada sem cuidado nenhum ao desktop, está o resumo da minha vida de novembro para cá.
Quilogramas de fotos do pôr-do-sol do Guaíba – os gaúchos tem certo tipo de obssessão por essa rara paisagem bonita de que dispõem para exibir aos turistas (e estes quase sempre fingem um deslumbrante interesse por um mero pôr-do-sol capenga que se encontra em 80% de qualquer lugar do mundo, mas que aqui nós insistimos em dizer que é especial) -; fotos minhas para acompanhar a revolução dos meus cabelos na posteridade; fotos da minha irmã para rir da aparência dela na posteridade e mostrar para meus futuros cunhados (ninguém disse que eu era uma irmã boazinha); fotos de mapas para lugares que eu mesma havia esquecido que havia ido; fotos minhas fazendo caretas.
Mas, sobretudo, fotos dos meus amigos. A quantidade de fotos que eu tiro deles é surpreendente. É como se eu quisesse tê-los para sempre junto de mim, com medo que eles sumam de repente. Com medo de que eu pense que todas aquelas tardes e noites felizes foram em vão, ou serão esquecidas no abismo da vida, do tempo… da saudade. E de fato, eu vi fotos de pessoas que não vejo há meses, mas que nem por isso passei a gostar menos.
Achei que tinha fotos felizes.
E comecei a rir sozinha por ter uma história tão trágica na adolescência – marcada por mortes e mais mortes, de muitas pessoas essenciais na minha vida -, mas ao mesmo tempo uma vida tão colorida e tão cheia de risos. Eu tenho tanto a agradecer a tantas pessoas, que nem ao menos fazem idéia… Resolvi fazer desse um post feliz.
“Se a vida lhe deu apenas limões, faça uma limonada”.
(E eu fico cada dia mais clichê… ai ai)

Quando eu não tenho coisas úteis para fazer em casa, fico testando caretas novas para fazer paras as crianças que ficam me olhando pela janela do carro enquanto eu estou no ônibus.
Sim, às vezes eu não sou muito normal. Mas vocês já devem ter percebido. (Ah, também faço caretas para pessoas que eu não gosto e professores injustos quando saem da sala. yeah. Maturidade bombando por aqui!)

Esses aqui são meus amigos imitando os Powers Rangers na noite do ano novo, depois do trago da meia-noite e talz. Nem vou comentar que fui eu quem começou o motim, depois fui eu quem tirou as fotos da gurizada. Reza a lenda que existe um vídeo meu dessa noite, dançando pole dance com uma coluna de concreto no salão de festas. Mas deixa no off.
Essa daqui é a foto que eu tirei da placa do carro em que eu e Bibi (minha amiga) batemos numa noite excepcionalmente bêbada – e eu simplesmente não conseguia anotar a placa do carro, então achei melhor tirar uma foto, para gente passar pro seguro do carro da Bibi cobrir a besteira. Por favor, não façam isso nunca. Dirigir alcoolizado é perigoso para você e as pessoas na volta. Sem contar que pode ser caro e é crime.

Aqui é a Silvana, a melhor amiga que alguém poderia ter, e seu excelentíssimo, em seu novo apartamento. Também é uma noite excepcionalmente bêbada, pós-Hora Feliz (o nome da festa semanal do curso de Geologia aqui da UFRGS), onde eles tentavam tirar minha atenção das latinhas de cerveja e me mostravam os posters e fotos com que decorariam o apartamento na semana seguinte. Ainda não fui lá conferir a decoração, mas irei em breve. na próxima vez que eu ficar bêbada depois d euma Hora Feliz e ficar com receio de chegar em casa fedendo à pinga.

Essa foto aí registra o carinho que nós – estudantes do Campus do Vale – dispensamos aos cachorros que vivem aqui. Na foto, uma aula de Física Geral I, meu colega Luciano dividindo o espaço com a Roliça, uma cadelinha que geralmente fica dormindo na parada de ônibus e se alimenta de rações que o pessoal deixa embaixodas escadas do campus.

Essa é a fogueira da melhor festa junina de todos os tempos – da CEFAV – que media mais ou menos uns 3,5 metros de altura de puro fogo. Foi bem na época que começou a fazer 0°C aqui em Porto Alegre, e essa fogueira estava tão quente que a gente tinha que ficar afastado num raio de 4m dela (acho que dá para ver o pessoal lá longe na foto). Esse foi o dia que um grande amigo meu me contou que ia ser pai; foi o dia em que cuidei de três pessoas bêbadas desconhecidas, em lugares distintos da festa; foi o dia em que vi marmanjões da faculdade dançando quadrilha animadamente; foi o dia em que eu confundi um colega meu (baixinho) com uma criança e perguntei se ele estava perdido e onde estavam os pais dele. Mico total. Mas pelo menos conheci os banco de trás de um carro enorme, com um menino muito interessante. (Bingo!)

Esse é o símbolo absoluto de várias tarde que eu gastei esse verão, passeando à esmo pela orla de Ipanema – sim, aqui em Porto Alegre temos um arremedo de praia chamado, de fato, Ipanema. Vai entender?
Legal que a cada fim de semana eu ia para lá arrastando um grupo de amigos diferente, e a maioria – principalmente quem mora longe de lá – ficava com aquela cara de tédio, e sempre queriam me matar por fazê-los caminhar até lá para depois ter que voltar correndo porque anoitecia logo em seguida, e o lugar ficava perigoso.

Bem, aqui mostro a minha mão com as unhas pintadas de vermelho, num total arrombo de narcisismo – só porque esse esmalte com aspecto de tinta-guáche (é assim que se escreve isso?) é a mais nova onda do inverno. Me sinto muito moderna usando esse esmalte.
HAHA.
Not.

Essa foto podre que eu tirei do Bruno Marques é da noite do meu aniversário esse ano – quando o Marcelo (que faz aniversário no mesmo dia que eu) passou lá em casa de carro e depois na casa do Bruno, e nós fomos para praia, sem saber direito nem se íamos ter lugar para ficar. Em pleno sábado de carnaval. No fim ficamos num camping furreca na primeira noite, depois a mãe de um outro amigo nosso deixou a gente ficar na casa que eles estavam alugando, e nós tivemos que desmontar as barracas debaixo da chuva para mudar de lugar. E acabamos o dia no centro da cidade litorânea, cantando e dançando axé, vestindo camisetas do Metallica. E perdendo pequenas – mas significativas – quantidades de dinheiro em jogos de azar, bem como pagando altos micos para uma pirralhada numa máquina de Pump It Up.

A branca é a Kika, 16 anos, e a preta é a Preta, 4 anos. Mãe e filha. Minhas filhas.
A Preta é aquela que pula em mim fazendo festa quando eu chego da festa, e arranha a meia-calça linda que eu estou usando – e é a mesma que rói as minhas botas quando deixo-as arejando no pátio.
A Kika é aquela que eu tenho que guiar até o pote de comida, caso contrário, ela não encontra direito porque é surda e quase cega, de tão velha; e é aquela que me diverte ao sair correndo atrás do carteiro, esquecendo completamente que existe um portão entre ela e o carteiro, e ela bate de cara no tal portão, cai no chão, levanta, e continua latindo tonta, como se nada tivesse acontecido.
Tá, cansei de brincar de fazer legenda de foto.
Mas isso é tipo 1/287 de pedacinho da minha vida que estava guardada no celular.