aquele sobre mulheres e software livre

Essa frase do título do post, “software livre e tecnologia também são assuntos de mulher”, me incomoda de um jeito que chega a ser irritante. Diz muito sobre o que anda passando pela cabeça de um montão de gente, não só da informática em geral – desde o micreiro até o analista de sistemas -, mas principalmente no movimento do software livre. Nunca pensei que o fato (inegável) de que há menos mulheres do homens na área fosse um pretexto para dizer que tecnologia também é assunto de mulher. Tipo assim, oi? Também? Como assim? Pensei que tecnologia fosse assunto de tod@s, de seres humanos, independente do sexo. Essa frase parece que mulheres na área são um bônus, são uma raridade que deve ser observada e admirada. Essa frase me ofende.

A cara das pessoas quando vêem que "tecnologia também é um assunto de mulheres".

É fato que toda a vez que algum cara da área descobre que eu também sou, surgem inúmeras perguntas técnicas, que eles fazem 1) para me impressionar; 2) para me intimidar e verificar se sou uma fraude; ou 3) ambos. Parece até mesmo que você não pode ser uma simples pessoa que programa ou trabalha com infraestrutura, você tem que ser A Profissional, caso contrário, parece que não faz jus a ‘posição’ de mulher na TI. Enquanto isso, homens são livres para ser fracos ou medianos na área, sem que ninguém fique justificandoe a qualidade do seu trabalho com base no que tem dentro das cuecas.

Vi o título de uma reportagem na Espírito Livre, em uma chamada sobre o grupo Feminino Livre. A chamada era “Livres, leves e femininas”.

Argh.

Quando vão parar com essa mania de ficar afirmando e re-afirmando essa coisa de femininas? Isso importa, really? Quando você está codando, ou quando você está jogando, whatever, você não está usando seu útero para isso, só seu cérebro e suas mãos, como diz a Babs. Não entendo porque importa se você é feminina ou não. E atenção, não estou dizendo para você não ser feminina, estou dizendo para você que isso pouco importa, pare de afirmar coisas estúpidas e sem importância.  Simplesmente faça seu trabalho.

Eu entendo que a preocupação em trazer mais mulheres para a tecnologia e ciência em geral englobe o fato de mostrar para as meninas mais novas que as programadoras, por exemplo, não são aquele estereótipo divulgado pela mídia através de décadas, da menina ou gordinha, ou magrela demais, espinhenta, de óculos de fundo de garrafa, que os meninos não olham, etc etc. Isso não é verdade. Mas por que será que essa mentalidade ainda existe? Por que as meninas ainda dão bola para isso? Oras, porque ainda há brinquedos rosa e bonecas para as meninas, e carrinhos e aviões para os meninos. Eles são estimulados a serem curiosos, elas são estimuladas a se maquiarem. Talvez se dessemos mais carrinhos paras as meninas elas dessem menos bola para estereótipos e arquétipos pré-definidos pela sociedade antes de escolher uma carreira. E aí não seria mais tão importante dizer que são programadoras e femininas.

E sim, eu estou absolutamente CHEIA daquela ladainha de lembrar que a primeira pessoa a desevolver um algoritmo, ou seja, programar, foi uma mulher – Ada Lovelace -, e cheia de ouvir que antigamente – em 1940 – quem operava os mainframes eram mulheres, as computadoras. Eu sei que isso é importante, eu sei que isso pode ter muitos siginificados sobre a sociedade patriarcalista em que vivemos, mas insisto que temos que bater na tecla de outro jeito. Temos que parar de afirmar esse lance de nerd gostosona, etc.

(Off: Às vezes eu me sinto muito mal com aquele papo de friendzone nos memes. Porque eles ficam afirmando e re-afirmando aquela historinha da mina que é sua amiga e nunca vai transar com você porque te vê só como amigo, e como esse tipo de mina é bitch porque fica correndo atrás de outro cara, um mais loser, etc. Eu perdi as contas de quantas vezes EU fui prejudicada pela friendzone. Quantas vezes eu era ‘a mina da turma’ e nunca ficava com ninguém porque meus amigos – nerds – me viam como mais um brother. Quantas vezes eu vi eles caindo de amores pela loira alta linda da festa, e nem prestando atenção nas minhas tentativas de chamar atenção. )

Enfim, meu apelo é para as mulheres. Sim, mulheres. Vocês precisam parar de se chamar de meninas, como disse a Babi Lopes outro dia.  Meu apelo é para que vocês ocupem os espaços, vão às conferências de TI, aos congressos, aos cursos. Ministrem suas palestras. É importante que mulheres vejam outras mulheres nesses espaços para se sentirem à vontade de estarem ali também. É importante termos mulheres palestrantes que não estejam só nas mesas de debate de ‘mulheres na tecnologia’, é importante vermos mulheres dando palestras técnicas.

Isso é importante.

Algumas pessoas acharam de bom tom me deixar dar uma palestra no Fórum Latino Americano de Instalação de Software Livre (vulgo FLISOL) aqui em São Paulo.

 

Mas vá lá, eu não vou ensinar ninguém a instalar Linux.

 

Vou falar de WordPress.

 

Então, se você sempre quis saber qual é a diferença entre WordPress.com e WordPress.org, se você sempre quis saber como adaptar um tema wordpress, se você sempre quis saber como ter domínio próprio, se você sempre quis saber o que é CMS… Bem, essa é sua chance de sanar a dúvida.

Inscrições (hoje é o último dia, sorry): aqui

Vai acontecer neste sábado, dia 9 de abril, às 13h, no seguinte endereço:

Rua Teixeira da Silva, 660, 11° andar – Paraíso

CEP: 04002-033

São Paulo – SP, Brasil

Tenho nojinho dessa moda nerd.

O novo status cool da classe média brasileira é ser geek ou nerd. Com isso, surgiram centenas de meninas posando de integrantes desta seleta parte da população, já que o nerd é o novo sexy, e ser mulher linda e inteligente é o novo glamour. Então pipocam fotos de moças bem fornidas segurando controles e beijando consoles (uia), e menininhas que se dizem gamers logando em fóruns e não entendendo que estão sendo trolladas. Ao mesmo tempo surgem garotas ácidas em meio a testosteronas fervilhantes dizendo um monte de besteira sobre feminismo, e pagando de sonhos-de-consumo cult.

Bullshit.

Foi depois de tanto apanhar nesse mundinho nerd e pseudo-cult-semi-acadêmico-poser, que eu compreendi que detesto os tipos de pessoas citadas acima. Então, quando eu entrei no grupo GarotasCPBr, temi que o objetivo do grupo fosse fazer um albúm de fotos especiais no Flickr para os campuseiros, ou que fosse um modo de agregar meninas que queriam conversar sobre quem iria levar chapinha e quem iria levar secador de cabelos para a CampusParty. Felizmente, o objetivo do grupo estava muito longe de ser qualquer um destes – ainda bem. E todas as integrantes e autoras do blog são excelentes profissionais e acadêmicas seríssimas. Além de cultivarem a desmitistificação do mito eterno de que mulheres não podem ser amigas.

Bullshit.

Nós somos super unidas.

E foi através do GarotasCPBr que eu acessei o link do blog Garotas Geeks, que também estariam participando da CampusParty. Ao abrir a página, me deparei com um blog cujo cabeçalho aparecia o desenho de uma menina toda fresca, com um notebook aberto na frente. As cores do tema, apesar de serem azul e roxo, me pareciam muito girly para pertencer um blog de meninas tr00 hardcore dos games e etc. Na hora pensei “Putz, mais um site dessas meninas que se dizem geeks, mas só querem se aparecer e pagar de smart-but-hot“. Fechei a janela sem pestanejar, e passei a torcer o nariz para citações a elas em qualquer lugar da internet.

Então, hoje, tentando cobrir algumas atividades da CampusParty para postar no blog do GCPBr e na EquipeTenso, passei por um telão onde estava o tal cabeçalho do blog das “garotas geeks”, e embaixo do telão estavam as próprias, rindo e falando em microfones para uma platéia modesta. Como elas tem banner publicado no blog das CPBr, eu não poderia ignorá-las, e fui até lá, na maior má-vontade, tirar algumas fotos delas para fazer um postzinho sobre a passagem delas no evento.

Acabou que eu fiquei assistindo-as até o fim. E em pé. A platéia aumentou exponencialmente em poucos minutos. E as meninas começaram um grande show.Tirei o chapéu.

O Garotas Geeks é um blog de primeira. Tem só quatro meses de idade, mas conta com mais de 1500 acesso diários, chegando a picos de 9000 visualizações em um só dia – segundo uma das meninas da equipe, a Minhoca. Rola um humor de primeira, e releases de qualidade sobre games recém-lançados e até os mais antigos, como os feitos para Super Nintendo. Mas nem só de bits se fala por lá. Existem artigos sobre RPG de mesa, cinema, trollagem, comportamento, etc. Quando perguntada sobre o preconceito que rola sobre meninas falando de jogos e os xingamentos que elas recebem nos comentários, a Babs não perde a oportunidade de lascar os marmanjos “Na hora de jogar vocês usam o pênis para usar o controle? Pois é, eu não uso meu útero. Então é headshot na igualdade.” Depois dessa declaração, a platéia veio a abaixo, e eu quase choro – not – de emoção.

Tá, vou dizer que fiquei emocionada de verdade. Porque né. Não é todos os dias que a gente encontra alguém que consegue ter essa lucidez toda para sintetizar esse tipo de problemática. Entre o grupo animado, também tinha a menina-que-gosta-da-apple-e-nintendo, a Gaby, mais a menina que empatizou meu coração por causa do rpg de mesa, Livia, e uma jornalista de Guarulhos, Deborah, muito simpática – e super entendida do assunto, já que recém publicou um livro sobre a “cultura nerd” e o fenômeno geek nos últimos anos, se eu não me engano, foi seu TCC.

As Garotas Geeks me ensinaram hoje que existem outras mulheres na faixa dos vinte anos que tem muito conteúdo a oferecer, que gostam de trabalhar fazendo o que gostam,e não tem medo de serem tachadas de caçadoras de marido. Porque elas não são.

Existe uma veia feminista pulsante ali, embora talvez nem todas elas devam admitir a palavra “feminismo” como uma constante relacionada à elas, tão descontraídas e leves. O peso do feminismo não parece combinar com elas. Mas quem disse que feminismo tem peso? Lutar pela igualdade de gêneros, do jeito eficiente e convicto que elas fazem, é exatamente o que te faz uma ativista pelos direitos das mulheres.

Essas meninas me encheram de orgulho.

Daí que foi um tal de moça querida da ZH com a gente para cá, a Info fazendo entrevista para lá.

Mais de vinte horas num ônibus, indo de Porto Alegre à São Paulo sem dó.

Fila, fila, fila e fila antes de entrar no evento.

Tudo para o quê?

Internet 10GB, claro.

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Brincadeiras à parte, para quem não sabe e não conhece, eu estou postando de São Paulo hoje, diretamente da maior festa tecnológica do país: CampusParty Brasil.

Fiquei cansada demais para escrever um post extenso sobre o assunto, já que terei que escrever exatamente isso para outros dois lugares: Equipe Tenso e GarotasCPBr.

Basta informar que sexta, às 9h, estarei mediando uma mesa redonda no evento, sobre mulheres na informática. Mais para frente eu posto detalhes do assunto abordado e das participantes, assim como o link para assistir ao vivo.

Deixo para vocês algumas fotos bacanas que catei pela internet afora.

Pessoas jogando Rock Band aqui do meu lado

Pessoas jogando Rock Band aqui do meu lado

Minha cara cansada de fim de noite/dia

Minha cara cansada de fim de noite/dia

Vou retornar a Porto Alegre e a vida normal na próxima segunda, dia 24.

Por enquanto, vou atualizando-os desse enorme evento, que prima pela qualidade dos serviços oferecidos, a troca  de informação eficaz, e a diversão dos participantes – outra hora posto minha agenda de atividades, para vocês babarem um pouco.

A modéstia mandou lembranças.

Daí que eu estou viciada em Chatroulette.

Para quem não sabe, é um site bem simples, que funciona assim: a imagem da sua webcam aparece ali, e de outra pessoa aleatória também. Vocês podem conversar com audio e escrever. Não gostando de quem está falando com você, basta clicar “Next” e outra pessoa aparece. Você pode ficar horas só clicando “Next” para ver no que dá. Dizem que no início, quando foi lançado (em 2009, eu acho) ele era legal. Hoje tem fama de antro de pessoas em busca de cyber sexo. Eu acho que o site continua legal, basta você saber puxar papo. Em inglês, infelizmente.

Eu comecei a acessar justamente para me obrigar a praticar inglês. Eu falo inglês na boa, escrevo, mas tenho imensa dificuldade em entender o que ouço. E o chat foi uma das minhas opções para buscar melhorar isso.

E não é que está dando certo?

Fiz umas boas amizades lá. Desde uma francesa que gosta muito de cultura japonesa, e estuda história da arte, até um senhor de 50 anos super conservador que tem uma fazenda de criação de cavalos no País de Gales.  Muitas vezes a gente encontra pessoas em busca de um strip live, mas nem precisa perder tempo com isso, é só clicar no botãozinho ‘Next’ e você já muda a pessoa com quem vai conversar.

Dá para trocar uma idéia muito legal com algumas pessoas. Há gente de todo o mundo, logo, o melhor é realmente saber inglês. Já vi uns três italianos que não sabiam inglês, e de vez em quando aparece um argentino falando loucamente em espanhol, como se todo mundo fosse o entender. É uma anarquia, mas é justamente isso que faz o site interessante.

Ontem um cara da Carolina do Norte ficou mega empolgado quando eu contei que era from Brazil. Eu já estava preparada para ele falar “you are hot, show me your tits”, que é o que eles geralmente fazem quando descobrem que estão falando com uma brasileira, infelizmente. Mas daí o menino me surpreendeu. Ele pegou um violão e começou a tocar Djavan. Djavan!!! Em português e tudo. E queria saber como estava o sotaque dele. Outra vez, eu conheci uma família inteira que estava online mostrando para o filho como as pessoas são diferentes ao redor do mundo e tudo. A criança me mostrou seus brinquedos, perguntou o que eu gostava de jogar, essas coisas. Muito divertido. mas eu não colocaria uma criança de frente para o Chatroulette sem ver as webcams que passam primeiro, sabe? Meio chato se aparecer alguém com a genitália exposta, o que acontece às vezes.

Um dia conheci um britânico negro, de rastafari, que gostava de se vestir de chef de cozinha. Em outro momento conversei com um maluco que usava uma máscara do palhaço do filme It,  e conversava com a voz rouca e abafada pela máscara; eu não sei quem estava mais surpreso nessa conversa – se era eu, pelo fato do cara ser tão bizarro, ou se era ele mesmo, pelo fato de eu continuar conversando com ele sem sair correndo dali. O Steve, o cara do País de Gales, me disse não gostava de mostrar o rosto nesse site, e confessou que às vezes fazia sexo online. Me perguntou se eu não me sentia mal de mostrar meu rosto na boa no Chatroulette, sabendo que talvez eu encontrasse de cara um dick sendo exibido em alguma câmera. Eu disse para ele que teria vergonha de ficar semi-nua na frente da câmera, isso sim. Meu rosto é só o meu rosto, é minha identidade. A minha intimidade são outros quinhentos. Não condeno quem gosta de se exibir desse jeito para pessoas desconhecidas ao redor do mundo, afinal, a internet às vezes serve para gente se libertar de uma série de coisas (isso me lembra uma menina da Alemanha, bem gordinha, que eu encontrei lá, de calcinha e sutiã, se achando linda porque todo mundo a elogiava ali, e na vida real ela era tímida para mostrar o seu corpo ao vivo para alguém).

O Chatroulette é ótimo se a gente sabe como usá-lo. Experimentem passar uma tarde ali, num dia qualquer.

Entra ano, sai ano, e milhões de pessoas passam a ser novos cidadãos online. Não adianta. Sempre tem novidade, e por mais fakes criados, por mais redes sociais novas que apareçam e acabam sendo adotadas pelas mesmas pessoas que estão sempre nelas,  os humanos reais continuam aumentando seu número na web e ficando cada dia menos offline.

Se um dia a gente lia notícias no jornal e quando queria criticar, dar sugestão de pauta, ou acrescentar algo, tinha que escrever uma carta e enviar para a publicação, hoje basta clicar em “Comentar” e o problema está resolvido. Interatividade. Interação. Tudo ficou muito mais dinâmico, de repente todos têm voz. Escrever passa a ser uma ação de muito mais responsabilidade, mesmo que a internet seja sinônimo de anarquia e anonimato, as coisas não funcionam bem assim quando você começa a se tornar influente e vai ficando popular. Publicou, é para sempre.

Com esse monte de gente interagindo o tempo todo, é comum ter uma sensação de desorientação. Ficamos perdidos e não sabemos qual artigo ler, que video assistir, que banda nova escutar primeiro. Muita gente se perde de verdade. Acaba sub-utilizando recursos excelentes, como o Twitter, a Twitcam, e o Youtube. Essas ferramentas poderosas adquirem uma fama terrível, por conta de uma galera que não sabe usá-las para finalidades mais nobres ou mais instrutivas.

Internet não é só passa-tempo e um lugar onde você pode trocar mensagens com seus amigos. É um ambiente de compartilhamento de informações, divulgação de coisas importantes. O mundo acontece na internet, e se você passa muito tempo online e não sentiu nada disso, tem alguma coisa muito errada com seus hábitos na rede.

Está na hora de revê-los.

Para conferir para meu artigo sobre o uso da Twitcam no GarotasCPBr: clique aqui.

Pois é né.

Galera tá vendo aê, o blog tá diferente.

Eu estou fazendo esse tema wordpress, tentando fazer dele o mínimo simples. Vocês, coleguinhas de web desenvolvimento, podem ver que tem um monte de errinhos nada a ver, mas tá tarde e eu tô cansada para ajeitar agora  e o Dreamweaver tá dando pau, ninguém mandou eu abandonar o Eclipse e o Ubuntu para voltar a usar o inferno do Dreamweaver na besta do Windows.

Enfim, ossos do ofício. E casa uso Gimp, no trabalho uso Photoshop. Fazer o quê?

Então, aguardem que no findi eu ajeito essa casa.

EDIT: Legal que né, no Internet Explorer ficou tudo uma porcaria esse theme. Aí a pessoa humana se pergunta PQ eu coloquei o theme aqui se ele não estava pronto ainda. Daí que eu respondo: porque eu estava tão desaco cheio do outro tema, que surtei. Tô de tpm, oras, posso surtar e me justificar. Obrigada. Agora é só arrumar minhas malinhas, ir para Gramado com o galerê do trabalho, e só voltar aqui para arrumar a bagunça no sábado. Ou domingo, dependendo da bebedeira de sábado.

Beijos a todos.

Vocês lembram da internet discada?

Eu estou com uns probleminhas na distribuição da internet no meu roteador wireless. Daí resolvi testar a conexão aqui do meu notebook, de onde eu tenho trabalhado direto na última semana.

Saca só o que deu:

Ou seja, no donnuts for me.

[youtube="http://www.youtube.com/watch?v=O2cR2H4lI7U&feature=related"]

“…E fora isso, muita gente deixa de jogar esse jogo porque é muito pesado. É carregado para abrir. BORA AGILIZAR ISSO GENTE!”

Essa moça ia dar uma excelente gerente de equipe de TI, hein. Queria ver neguinho desenvolvendo jogo com essa mulher para testar.

Vou contratar ela quando eu abrir minha empresa de desenvolvimento de jogos 3D. Esquizofrenicos;  melhor chefe que tem deve ser esse, todo mundo se borrando de medo e entregando tudinho no prazo.

Acho digno.

Daí que né.

Cheguei a conclusão de que eu gosto da física, mas não da faculdade de física. E meu problema nem é com cálculo e esse tipo de matéria originária da matemática, coitadinha, essa senhora que serve se muleta para todos os cursos de engenharia e ciências exatas conhecidos.

Meu problema é com as cadeiras do departamento de física mesmo, com o ar blasé e provinciano dos professores, com aquela cambada de gente que estuda de dia e parecem uns adolescentes de 14 anos que nunca tiveram amigos na vida, com aquele pessoal do noturno que me desvia constantemente para o bar e o pecado da carne, etc etc.

Mas falando sério, nem é nada disso. Eu que sou incompetente mesmo. Me sinto uma senhora de idade, já que entrei no curso com dezoito anos, e agora eu tenho vinte e ainda estou nadando em cadeiras espalhadas entre os três primeiros semestres do curso – sendo que eu deveria estar cursando o QUARTO.

Incompetente, incompetente.

Fui lá dar uma olhada numas cadeiras de Ciência da Computação, assisti umas aulas meio de canto no semestre retrasado e no passado (era segredo, mas agora todo mundo sabe), e neste semestre eu acabei me matriculando em uma. Porque oras, não vamos negar, eu tenho uma forte tendência a sempre estar envolvida com coisas da informática. Desde muito piá, computadores, códigos-fonte, e vizinhos com placa-mãe queimada me perseguem. Fiz até um tecnico em redes de computadores, há anos. E, de um jeito meio “ué, por que não?”, fui parar num emprego de desenvolvedora. Sem contar a grande inclinação em fazer amizade com pessoas do ramo. E acabei de perceber que as três pessoas que eu considero minhas melhores amigas trabalham com informática. As três. E mais metade dos amigos mais próximos também!

Pois enfim. Fui lá ver como eu poderia fazer para mudar de curso. Descobri que as transferência internas estão em processo de mudança de seu processo - foi assim mesmo que me disseram, funcionário público é foda – e que o melhor a fazer seria me inscrever no vestibular, cujas inscrições se encerram domingo. OU eu poderia ir fazendo cadeiras esporádicas da CiC como segundo curso, e depois tentar pedir uma permanência. Mas HELLO, eu PERDI a vontade de fazer física. Então fui lá me inscrever no vestibular.

Biologia, química, literatura… Sério, gente, deu uma preguicinha. Uma preguicinha bem grande.

Imagina se eu toco 100 pilas no lixo porque zerei biologia? Poderia ter bebido os 100 pila né.

Daí que eu resolvi ir empurrando tudo com a barriga e ir me inscrevendo clandestinamente nas cadeiras de Ciência da Computação – tipo esse semestre, em que fiz a maior cara-de-pau do mundo e pedi para a chefe do departamento escrever um ofício para a galerê da matrícula me deixar entrar na lista de chamada daquela turma de fundamentos de algoritmos – e ir ver no que dá.

Tudo isso porque, saca só, na época do vestibular eu fui cabeça-dura para caramba e não quis fazer cursinho, entrei na vibe do sou inteligente naturalmente mimimimi e simplesmente fiz essa idiotice. Daí que agora eu não tenho 593 pontos no vestibular, que é o que eu precisaria para ser transferida automaticamente pra CiC. Invés disso, tenho porcos 553. Que vontade de bater a cabeça na parede, hein?

Vestibular de novo NÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO.